Manual acerta o alvo

Arquitetas estudam a fundo informações sobre características da obra antes de elaborar as orientações ao proprietário

fonte: Luana Macieira – Jornal Estado de Minas – 19 de março de 2009

Marina Azevedo e Juliana Speziali, da Studio Arquitetas Associadas, trabalham com a elaboração de manuais do proprietário desde o ano passado. Elas pesquisam os dados fornecidos pelas construtoras, por meio de entrevistas e visitas às obras, formatam as informações, diagramam e finalizam as publicações. “Os guias costumam ser distribuídos nas cerimônias de entrega das chaves. Nesse dia, fazemos também uma palestra com os novos moradores, para explicar como o guia funciona e a importância de se fazer uso contínuo do manual, que não deve ser guardado no fundo do armário”, diz Marina Azevedo.

 

Os manuais são feitos para qualquer construtora, seja de imóveis residenciais ou comerciais. Para Juliana Speziali, além de ajudar os proprietários a conservarem seus imóveis, os manuais servem como garantia para as construtoras. “A solidez e a segurança do imóvel, por exemplo, têm garantia de cinco anos. Então, se o dono do apartamento não faz as manutenções nas datas previstas pelo manual e tem algum problema nesse período, a construtora está isenta da responsabilidade do problema, uma vez que o proprietário não agiu de acordo com as indicações”, frisa.
Outra vantagem do guia é que ele ensina a realizar a manutenção preventiva, em vez da corretiva. “Se você quer fazer uma obra no banheiro do apartamento, como colocar um armário na pia, o manual serve de orientação para a intervenção correta. Dessa forma, são evitados estragos no imóvel”, diz Juliana.

 

UTILIDADE Marisa de Carvalho é usuária assídua do manual do proprietário do imóvel em que mora, no Bairro Carlos Prates. Ela se mudou para o apartamento da Habitare no ano passado. Seu prédio tem 11 andares e 44 apartamentos e, segundo a moradora, todos usam o manual. “Nas reuniões de condomínio, ele sempre é consultado para tirar nossas dúvidas. Um bom exemplo foi quando queríamos descobrir onde ficavam as vagas de garagem para visitantes. Como os moradores divergiam sobre isso, consultamos o manual. Ele informava, de forma bem objetiva, quais eram essas vagas. Dessa forma, resolvemos um problema que causava polêmica entre os moradores”, diz.

 

A advogada Maria Luíza Cunha também acha positiva a idéia de as construtoras distribuírem os manuais. Ela comprou um imóvel da Patrimar no Bairro Gutierrez e sempre consulta seu guia. “O manual é imprescindível. Sem ele, os moradores fazem mal uso do imóvel. É essencial que todo o condomínio tenha consciência da importância desses manuais”, afirma.